domingo, 25 de outubro de 2020

Exemplos positivos de Educação

Uma professora deu aos seus alunos um teste com 20 perguntas. Um aluno falhou 18 delas. Em vez de escrever “Fraco” na nota, a professora escreveu “2 +” e desenhou um grande sorriso ao lado. O aluno perguntou-lhe: “professora, isto é uma negativa?”. “Sim”, respondeu ela. “Então porque é que desenhou um sorriso?”, disparou ele. “Porque estás no bom caminho. Acertaste duas, não falhaste todas". 

Pequenos gestos que fazem a diferença!

#empatia
#conexao
#educarpelapositiva
#disciplinapositiva
#somaeser

sábado, 24 de outubro de 2020

Como lidar com o Stress e a Ansiedade em tempos de crise?

Impacto do surto de COVID-19 em indivíduos e comunidades.

Esta crise associada ao COVID-19 produziu muita incerteza. Diariamente, somos confrontados com perguntas sobre a melhor maneira de nos mantermos e aos nossos familiares em segurança, bem como integrar estas novas as mudanças nas nossas rotinas. Primeiro, saiba que é normal vivenciar sentimentos relacionados ao medo, preocupação e incerteza sobre o seu próprio estado de saúde, bem como o de seus familiares próximos. O stress é uma ferramenta do nosso corpo para nos avisar que estamos passando por situações em que nos vemos ameaçados e é completamente normal senti-lo nestes momentos de crise.

Conheça os sinais de stress
Quando você está sob stress, isso afeta seu pensamento, emoções, corpo e comportamento. Por isso, é muito importante estar consciente do seu nível de stress, para poder priorizar atividades que irão ajudá-lo a reduzir esse stress. Aqui estão alguns sinais de que pode estar em stress:
Pensamento: ser facilmente distraído, problemas com concentração, problemas de memória.
Emoções: Dificuldade para relaxar, irritação, tristeza, ansiedade.
Corpo: Aumento ou diminuição da energia, tensão corporal, inquietação, sudorese, facilmente assustado, dores de cabeça, alterações no apetite, dificuldade em dormir.
Comportamento: querer ficar sozinho, problemas para concluir tarefas, culpar outras pessoas.

Lidar com o stress associado ao COVID-19
Enquanto todos reagem de maneira diferente a situações de stress, existem etapas práticas que podem ajudá-lo a melhorar o seu bem-estar e a reduzir as reações de stress relacionadas ao COVID-19. Não é necessário ter todos os elementos, mas implementar algumas das essas estratégias podem apoiar seu bem-estar geral.

Fique conectado com os outros
Apesar desta epidemia restringir o acesso a estruturas de apoio social, como escolas, locais de trabalho ou templos religiosos, seja criativo sobre como manter conexões com outras pessoas durante este tempo. Conversar com quem confia é uma maneira útil de reduzir sentimentos de isolamento, ansiedade, medo, tédio ou
vulnerabilidade durante o distanciamento social, quarentena ou outras medidas de segurança.
• Procure apoio da família, amigos, mentores e / ou líderes espirituais / religiosos.
• Seja flexível e criativo ao procurar suporte por telefone, email, mensagens de texto e vídeo chamadas.
• Converse sobre as suas experiências e sentimentos com seus entes queridos e amigos, se achar útil.
• Escreva sobre as suas experiências e compartilhe-as com outras pessoas através das redes sociais e outros meios de comunicação

Maneiras de gerir o stress

Muitas pessoas podem estar a experimentar emoções fortes (medo, ansiedade, frustração) relacionadas a ameaças à saúde e consequências sociais e econômicas do COVID-19. Existem medidas que pode tomar para diminuir esse stress, tanto a curto quanto a longo prazo.
• Perceba que é compreensível sentir-se ansioso e preocupado com o que pode acontecer, especialmente quando muitos aspetos da vida são incertos ou mudaram.
• Reserve um tempo para relaxar e lembrar-se de que sentimentos fortes são toleráveis e desaparecem. Aceitar, em vez de suprimir as suas emoções.
• Se achar que está a aumentar o seu stress assistindo as notícias, reduza essa exposição, principalmente antes dormir.
• Faça algo divertido depois de uma tarefa difícil, ou entre as atividades stressantes do dia a dia.
• Relaxe seu corpo e mente: preste mais atenção à sua respiração, e respire de forma lenta e constante, assim como quaisquer outras ações que possam permitir acalmar (meditação, ioga, exercícios, caminhadas, música, leitura por prazer). Manter um senso de esperança; pense em manter um diário onde anota as coisas pelas quais é grato ou que estão indo bem.
• Participe e desfrute de atividades agradáveis (pesquise atividades agradáveis dentro do seu orçamento e que podem ser feitas em casa).

Maneiras prejudiciais de gerenciar o stress.
Algumas estratégias para gerir o stress podem parecer úteis a curto prazo, mas podem ter consequências negativas agregadas a longo prazo. Equilibre o alívio a curto prazo do medo / ansiedade / stress com o controlo do impacto dessas estratégias na sua saúde mental geral.
• Uso de tabaco, álcool e / ou drogas para aliviar o stress e as emoções.
• Preocupação constante (ou seja, pensando repetidamente) sobre os riscos ou consequências negativas do COVID-19 (diferente de preparação e planeamento)
• Comportamento impulsivo ou de alto risco que reduz o stress apenas no curto prazo (por exemplo, gastos excessivos, jogos de azar etc.).

Mantenha o autocuidado básico e melhore seu sentimento de controlo e resiliência
O distanciamento social e outras práticas destinadas a conter o COVID-19 podem atrapalhar as suas rotinas, finanças e a sensação de controlo sobre a sua vida quotidiana. No entanto, existem etapas que poderá realizar para restaurar o seu equilíbrio.
• Coma alimentos saudáveis (evite alimentos com alto teor de açúcar, álcool e muita cafeína).
• Pratique atividade física.
• Aceite que determinadas circunstâncias estão fora do seu controlo e concentre-se no que pode alterar.
• Modifique sua definição de produtividade para atender à realidade atual da situação.
• Solucione problemas e defina metas alcançáveis dentro das novas circunstâncias da sua vida.
• Mantenha as rotinas diárias e a sua programação o máximo possível, apesar das interrupções. Por exemplo, continue acordando regularmente, mesmo se estiver trabalhando em casa.
• Aumentar comportamentos positivos de resolução que funcionaram no passado.
• Mude as declarações negativas para declarações que lhe permitam funcionar com menos angústia. Tente mudar "Este é um momento terrível" para "este é um momento difícil, mas posso passar por isso".

Dicas para uma boa saúde do sono
Durante períodos de stress, é importante garantir uma boa qualidade do sono para ajudar a regular as nossas emoções e as respostas ao stress.
Dicas para uma boa saúde do sono:
• Vá dormir na mesma hora todas as noites e levante-se na mesma hora todas as manhãs.
• Tente dormir apenas quando estiver cansado. Se acha que está a ter problemas para adormecer, levante-se e faça algo relaxante, como ler um livro, até sentir que está a ficar com sono. Uma sugestão é ouvir transmissões de podcast ou audiolivros. Evite assistir à televisão.
• Evite usar cafeína, nicotina e álcool pelo menos 4-6 horas antes de dormir.
• Evite tirar sonecas durante o dia. Se precisar tirar uma soneca, tire uma antes das 15h e com menos de uma hora de duração.
• Desligue as luzes, a TV e guarde o telefone ao ir dormir. A luminosidade ativa ainda mais seu corpo e torna mais difícil adormecer.
• O exercício regular pode ajudar no seu sono e é útil para reduzir o stress.

Recursos adicionais
O impacto emocional de uma crise pode depender de muitos fatores, como condições de saúde mental preexistentes, disponibilidade de recursos, experiências passadas e circunstâncias sociais e económicas. Se achar que p seu stress e suas reações interferem significativamente na sua vida diária por vários dias seguidos, entre em contato com algum profissional de saúde mental (psicólogo ou psicoterapeuta).

Traduzido e adaptado de: Korte, K.J., Denckla, C.A., Ametaj, A.A, & Koenen, K.C. at the Harvard TH Chan School of Public Health.

sexta-feira, 24 de abril de 2020

Nesta "nova" crise, uma desculpa perfeita para (Re)começar!

  "O medo é a prisão do teu coração" 
Anónimo

Analisando esta actual crise de um modo diferente, dos actuais números e prognósticos, esta crise pandémica poderá ser vista num olhar diferente. E neste sentido, poderemos dizer que não estará desligada do que acontece mundialmente à raça humana. Se analisarmos outras incidências graves de doenças, podemos observar um aumento progressivo de vários tipos de cancro como o do cólon, da próstata, do pulmão e da mama. Todos eles estão, de alguma forma, ligados à energia de pulmão (seguindo a medicina tradicional chinesa). E a energia de pulmão lida com tristeza. Desta forma, observamos que a maior infecção deste micro-organismo (Covid-19) é a nível pulmonar. O que nos leva a pensar que, provavelmente a humanidade está a vibrar numa frequência triste, e que talvez seja o tempo de resgatar a alegria e a nossa música interior, um outro colorido emocional e vibratório. 
Observando por outro lado, é curioso analisar que a população menos afectada pela inflamação são as crianças, que portadoras de uma alegria inata e contagiante, e apesar de poderem ser infectadas, não são as que mais sofrem das complicações do vírus. 
Se olharmos ao nível planetário, também a Terra sofreu nos últimos tempos de graves afecções pulmonares (incêndios devastantes, perdas significativas de pulmões geográficos por corte de árvores, aumento da poluição atmosférica). Poderemos simbolizar aqui também essa "tristeza da Terra", e a necessidade de encontrarmos outros meios mais saudáveis de preservarmos a nossa casa global, uma Terra mais limpa, mais saudável. 
Esperemos que, com esta experiência global vivida, se desenvolva na Humanidade a consciência da necessidade de procurar e desenvolver novos caminhos, novos hábitos, mais responsabilidade ecológica. Também em termos sociais, assistimos a um desenvolvimento de uma Consciência Colectiva que assenta em valores como de Solidariedade, responsabilidade pelos outros, uma maior responsabilidade e cuidado pela nossa casa (e desta forma uma melhor gestão do auto-cuidado). 
Torna-se importante e urgente, deslocar a nossa atenção e foco de sentimentos em que a frequência vibratória se eleva deixando as "águas profundas e lodosas" do ódio, raiva e ressentimento, para experiências de aceitação, compaixão e amizade ao outro. Mas, acima de tudo, ser capaz de enfrentar os nossos receios, os nossos medos, reconhecendo-os a aceitando-os. "Só podemos mudar depois de aceitar". 
E assim, de repente, ficamos numa situação extremamente vulnerável e frágil. E apesar de todas as grandes construções e criações humanas, senti-mo-nos impotentes e vulneráveis perante uma partícula tão pequena, invisível ao olhar, mas ameaçadora da nossa segurança. 
Para alguns de nós, esta clausura forçada em casa, impacta na sua noção de liberdade e livre escolha, que muitos apelidam de "castigo". 
Talvez esta possa ser uma excelente oportunidade para interiorizar-mos-nos e observar-mo-nos, na procura de sinais de mudança. O que temos vindo a negligenciar em nós, que precisa de ser mudado? Certamente seremos capazes de descobrir muitas pequenas coisas que podem ser mudadas, e são essas pequenas coisas que podem criar a "grande" mudança em nós. 
O que podes mudar nos teus hábitos de auto-cuidado? O que podes alterar na relação com o teu (tua) parceiro(a)? E na relação com os filhos, o que precisas mudar?
Se antes, tínhamos pouco tempo, pois sempre havia coisas mais importantes para fazer, hoje em dia há tempo para fazer aquelas pequenas coisas que foram sendo adiadas. 
Se olhar-mos ao nível da Humanidade, quebraram-se as barreiras de raça ou cor, ou nacionalidade, para descobrirmos que temos que pensar em cuidar de todos, sem distinção, e com isso finalmente percebermos que estamos interligados para sempre. Fazemos parte de um todo comum, e somos todos responsáveis por esse Todo. 
Então agora poderemos pensar que nota individual poderemos acrescentar a esse todo? Que possa contribuir para essa sinfonia da Vida? Mas que ressoe vinda do coração, partilhada a partir do nosso coração,contribuindo para iluminar e acalentar o coração dos outros. Será uma Honra participar nessa Partitura Colectiva, nessa expressão de afecto e amor pelo outro. 
Pára de fugir. É tempo de olhar para dentro para nos projectarmos no exterior, percebendo que o tempo é sagrado e que não podemos adiar o inadiável:
exprimir aquilo de que temos estado em silêncio, os sentimentos de apreço e valor pelo que nos rodeia e por aqueles que tornam o nosso dia-a-dia mais agradável. Recuperar os espaços, mas para a reunião, não para a ausência. Utilizar os recursos de forma racional e para além dos nossos próprios interesses. Compreender que há muitos que têm sido menos favorecidos, mas não por essa razão, com menos talentos. Acordar de uma vez por todas para a compaixão a fim de poder mover-se com o outro. Renunciar à pequena ofensa, para nos encontrarmos em reconciliação e perdão. Para curar o coração e aceitar humildemente reconhecer os nossos erros. 
Faça música novamente com cada palavra para que a ode à alegria seja mais contagiosa do que o vírus. Reconquistar as pausas para amortizar a pressa e assim poder contemplar a paisagem que temos de cuidar. Dirigindo o nosso olhar para tudo o que representa a cor para nos derreter em tons intensos que nos permitam desfrutar de cada momento como o melhor. Empreender com tenacidade a construção de um mundo em que as virtudes prevaleçam e as capacidades postas ao serviço se expandam mais do que a competição e a rivalidade. Colocar um raio de luz que brota espontaneamente da nossa pureza e inocência interiores, de modo que muitos faróis possam ser vistos ao longe. Utiliza a tua luz para iluminar caminhos!


Para mais informação, contacte-nos através de email:
somaeser@gmail.com

Ana Paulico
Psicóloga Clínica e da Saúde / Psicoterapeuta



Propósito de Vida ou Aventura de Vida?!

Reflectindo sobre os dias presentes, percebo que muitas das pessoas que conheço ou acompanho, encontram-se neste momento como que numa estação da auto-estrada, sem combustível para poder continuar. Mas esta é sem dúvida uma excelente oportunidade para parar e pensar. 

Qual o Propósito da minha Vida?

A procura do propósito ou sentido de vida, de acordo com Desidério (filósofo, prof. e escritor), é mais premente quando a vida nos corre mal e muito frequentemente é uma maneira de exprimirmos a nossa frustração muitas vezes temporária. 
Neste caso, quando o que nos faz sentir menos bem desaparece, esta interrogação eventualmente desaparecerá também. 
No entanto é frequente algumas pessoas se questionarem por esse Propósito, mesmo quando tudo na sua vida corre de feição. Tolstoi o escritor e autor de “Anna Karenina”, por exemplo, interrogava-se sobre o sentido da vida precisamente no momento em que parece ter todas as razões para se sentir feliz. Essa é pois, verdadeiramente a interrogação filosófica sobre o PROPÓSITO DA SUA VIDA.
Um autor que leio e recomendo, médico neurologista, Viktor Frankl, mfala-nos da sua experiência pessoal num campo de concentração de Auschwitz, tendo sobrevivido ao Holocausto após 4 anos de cativeiro. No seu livro, “O Homem em busca de um sentido”, escrito em 1946, o autor narra a sua luta dramática pela sobrevivência e também o método de intervenção que desenvolveu que é aplicável a qualquer pessoa e em qualquer circunstância de vida. 
A Logoterapia ou Análise Existencial é "uma abordagem psicoterapêutica reconhecida internacionalmente e que se fundamenta empiricamente no sentido da vida“. Nesta corrente, a necessidade mais profunda do ser humano é de ter sentido na vida. Isso faz com que essa procura,  essa "vontade de sentido" seja a maior força motivadora do ser Humano.
Já alguma vez se questionou, "Qual o meu Propósito de Vida?"
Se a nossa vida tem sentido quando nos entregamos activamente a projectos de valor, o que acontece à nossa vida quando atingimos os objectivos de tais projectos?  

Falando de Valores e Virtudes

Que valores temos que ter presentes para atingirmos ou alcançarmos o que considerarmos o nosso Propósito de Vida? 
Olhando para as Virtudes do Ser Humano podemos escolher os Pilares da Coragem e da Transcendência, que reúnem as Forças de carácter como Entusiasmo, Coragem, Honestidade e Persistência ou Espiritualidade, Esperança, Humor, Gratidão e Apreciação da Beleza.  (mais sobre este assunto em futuros artigos ou no site https://positivepsychology.com/).  Mas também o Pilar da Sabedoria/Conhecimento, que reúne: forças como a Criatividade e a Curiosidade, ou o Gosto pela Aprendizagem. Bem como o Pilar da Moderação, que nos trás a gestão do Autocontrolo. 
Ficam a faltar a Humanidade e a Cidadania...
Por outro lado, um aspecto que consideramos de vital importância para a superação das dificuldades e dos momentos difíceis da vida é a nossa capacidade de resiliência. 

Resiliência, uma capacidade aliada em momentos difíceis

A Resiliência é a capacidade do ser humano trabalhar, superar, aprender e/ou até mesmo se transformar a partir dos imprevistos inevitáveis da vida. Tal capacidade de se proteger oferece condições para uma pessoa, um grupo e/ou uma comunidade prevenir e/ou superar os efeitos prejudiciais causados pelas adversidades da vida. No momento actual todos nós sentimos mais ou menos intensamente as dificuldades comummente sentidas, mas alguns manifestam uma maior capacidade de adaptação e superação que outros a estas dificuldades. Assim poderemos dizer que uns serão mais resilientes que outros. A resiliência é a capacidade de superar os obstáculos, não deixando que eles interfiram na nossa saúde mental. As pessoas resilientes nunca perdem a esperança e têm uma visão bastante positiva e optimista sobre as situações, mesmo nos momentos mais difíceis de suas vidas. As pessoas resilientes tendem a ser mais criativas. Use a sua criatividade como ferramenta para achar uma solução para seus problemas, e não apenas sucumbir a eles ou deixar que te consumam. Assim como disse o grande cientista Albert Einstein, fique de olhos muito bem abertos, pois as possibilidades são infinitas! 
Precisamos então de ter presentes Forças como Coragem, Esperança, Criatividade, Persistência, mas também o Autocontrolo. Esta capacidade de Resiliência insere um amplo conjunto de características intrínsecas ou construídas pelas pessoas de forma a uma adaptação positiva e construtiva perante os desafios, a adversidade e os acontecimentos negativos da vida (Dunn, Uswatte e Elliott, 2011). As pessoas resilientes confrontam-se com os acontecimentos, transformando-os positivamente. Para Barbosa (2010) a resiliência é uma experiência que implica amadurecimento e desenvolvimento, ou seja, todo indivíduo tem uma predisposição à resiliência que pode ser desenvolvida a partir das suas vivências, durante toda a vida. Também, a resiliência, nas ciências humanas, está relacionada com processos psicossociais que favorecem o desenvolvimento saudável do indivíduo mesmo diante de adversidades. E desta forma, o estudo da resiliência tem como objectivo compreender as características individuais e ambientais que podem ser modificadas para que os indivíduos consigam enfrentar as situações adversas e sair fortalecidos. 
Podemos então questionar:

O que nos torna mais Resilientes?

Num estudo realizado por Moran (2005) e baseado numa amostra de 868 sujeitos, encontrou que certos traços de personalidade apresentam maior resiliência perante situações stressantes. São elas: 
1) Estabilidade emocional - baixa tendência para estados depressivos 
2) Extroversão, complementada com uma auto-estima saudável 
3) Controlo interno 
4) Capacidade de enfrentar os problemas, aumentam os factores favoráveis ou de protecção, focando-se no problema e como ultrapassá-lo ou aceitá-lo (Morán, 2005). 
5) O factor de uma personalidade “amável” é uma variável moduladora do estresse (Menezes, 2011). 
6) As pessoas mais amáveis sentem menos esgotamento emocional, comparativamente com as pessoas menos amáveis e também tratam com maior consideração e respeito os outros.

No próximo artigo falaremos em estratégias para o desenvolvimento da Resiliência.

Para aprofundar sobre este assunto poderá consultar https://positivepsychology.com/meaning-of-life-positive-psychology/


Ana Paulico 
Psicóloga Clínica e da Saúde / Psicoterapeuta
em colaboração com Helena Cardoso
apontamentos de um programa de rádio realizado em Junho de 2019 (Rúbrica "Vamos Pintar a Manta" do Programa Convergências)


Para mais informação sobre este assunto
contactar via email: somaeser@gmail.com

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

10 Hábitos Saudáveis para reforçar a relação com o seu filho

(traduzido e adaptado por Ana Paulico) 
Fonte original: http://www.ahaparenting.com/_blog/Parenting_Blog/post/10_Habits_To_Stay_Connected_To_Your_Child/

O Segredo do Sucesso na Aprendizagem Escolar


Muitas vezes, face às dificuldades dos mais novos pensamos como os poderemos ajudar a ultrapassar os desafios iniciais de uma entrada na Escola. As exigências do dia-a-dia, as tarefas de casa, as expectativas e necessidades das crianças nem sempre se conjugam, deixando os pais no dilema de como fazer. Proponho-vos parar e pensar em pequenos movimentos de mudança que podem fazer toda a diferença nesta entrada na escola:
1)  Trabalhe em Equipa e com rede, isto quer dizer que, em colaboração Pais, Professores, Pediatras e Psicólogos podem ajudar o seu filho a ter um bom sucesso na Escola. Não hesite em pedir ajuda e insista em ser ouvido! Não desista ao primeiro obstáculo.
2) Trabalhe na Motivação do seu filho e faça da aprendizagem uma actividade divertida. Não se aprende se não há prazer... O nosso cérebro guarda melhor as memórias se o faz com satisfação e associado a uma emoção positiva, assim o processo de aprender pode e deve ser DIVERTIDO.
3) Faça uma boa Gestão do Tempo de estudo do seu filho, conciliando momentos de pausa e brincadeira com as necessidades de fazer os trabalhos de casa, defina com ele 20 minutos de trabalho e depois permita-lhe o relaxar (este tempo que poderá vir a aumentar com a idade).
4) Organize o Espaço de Estudo e a forma como vai gerir o tempo, ajudando o seu filho a adquirir métodos de trabalho e estudo, promovendo a sua autonomia nos trabalhos de casa. Ajude-o a organizar a secretária, planeie com ele o tempo de estudo, elaborando um horário, ajude-o a planear as tarefas que tem que realizar, fazendo com que pense em voz alta. Ajude-o a encontrar as soluções que melhor se adequam às suas necessidades de estudo e lazer.
5) Procure desenvolver em família hábitos de Vida Saudável, garantindo assim um dos mais importantes factores de sucesso nas aquisições escolares. Siga o lema de "Mente sã em Corpo são". Alguma actividade física será importante, procure em conjunto com o seu filho actividades físicas que sejam do agrado dele e modere o tempo frente ao computador e à televisão.
6) Vigie e invista na Alimentação do seu filho. Para uma boa aprendizagem é necessário uma alimentação equilibrada e saudável. Não precisará de gastar muito para um lanche nutritivo, por isso seja criativo.
7) O Sono trabalha a favor da aprendizagem. Seja rigoroso nas horas de deitar e nas rotinas do sono, pois uma noite bem dormida contribui significativamente para a capacidade de concentração, atenção e memória da criança. O preparar para dormir poderá ter um conjunto de rotinas ou rituais que preparam a criança para a calma e para o repouso. Evite brincadeiras, jogos ou actividades que excitem ou estimulem a criança antes da hora de deitar.
8)  No Controlo da Ansiedade, ensine o seu filho a controlar a ansiedade através de exercícios de respiração, da meditação e do exercício físico. Ensine-o que o importante não é o chegar... ou o ter boas notas, mas o como se chega lá, apreciando o percurso...


9)  Premeie o Esforço, mais do que os resultados escolares. O seu filho precisa de aprender que nada se consegue sem esforço, elogie e incentive esse esforço, permitindo-lhe assim desenvolver essa motivação intrínseca tão necessária ao sucesso escolar.  
10) E por fim, mas não o menos importante promova um Espaço de partilha, encontre com ele momentos de conversa, onde se fale dos seus interesses, das suas preocupações e angústias, praticando a sua escuta activa.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Educar... Relações Humanas... Auto-descoberta!
Vale a pena assistir.
http://www.youtube.com/watch?v=_PQylWjSq6Y&feature=youtu.be


domingo, 12 de janeiro de 2014




quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O Bulling

Uma professora quis ensinar à sua turma os efeitos do bullying. Pediu-lhes para seguirem as seguintes instruções. Deu a todos os alunos uma folha de papel e disse-lhes para amachucarem, e para deitarem para o chão e para pisarem. Resumindo, podiam estragar a folha o mais possível mas não rasga-la. As crianças estavam entusiasmadas e fizeram o seu melhor para amachucarem a folha, tanto quanto possível.
A seguir a professora pediu-lhes para apanharem a folha e abri-la novamente com cuidado, para não rasgarem a mesma. Deviam de endireitar a folha com muito cuidado o mais possível. A senhora chamou-lhes atenção para observarem como a sua folha estava suja e cheia de marcas. Depois pediu-lhes para as crianças pedirem desculpa ao papel em voz alta, enquanto o endireitavam. Eles mostravam o seu arrependimento e passavam as mãos para alisarem o papel, mas a folha não voltava ao seu estado original. Os vincos estavam bem marcados. A professora pediu para que olhassem bem para os vincos e marcas no papel. E chamou-lhes atenção para o facto que estas marcas NUNCA mais iriam desaparecer, mesmo que tentassem repara-las. “É isto que acontece com as crianças que são “gozadas” por outras crianças”, afirmou a professora. Podes dizer: Desculpa, podes tentar mostrar o teu arrependimento, mas as marcas, essas ficam para sempre. Idosos com 80 anos ainda conseguem lembrar-se com mágoa quanto foram gozados na escola primária e/ou secundária. Os vincos e marcas no papel não desapareceram, mas as caras das crianças deram para perceber que a mensagem da professora foi recebida. O bullying estraga mais do que nós podemos imaginar! Passa a mensagem e não fiques indiferente...

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O meu filho é Feliz? Estaremos nós a permitir que as nossas crianças aprendam com o "Não"? Artigo de opinião muito interessante... http://lifestyle.publico.pt/artigos/313190_porque-devem-os-pais-por-os-filhos-a-chorar

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Uma Mensagem de Esperança

Procuramos a PAZ, e temos vindo a procurar essa Paz fora, nos outros, na Sociedade, na Religião. Este é o momento de fazer a mudança, e procurar essa PAZ no nosso interior...
Sejamos então mensageiros dessa Paz, mudando a qualidade do Nosso CORAÇÃO...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Os 12 Pilares da Inteligência


A Inteligência é a capacidade de...

Quais são os ingredientes dessa inteligência? Como se poderá medir? Adrian Owen, é um neurocientista da Universidade de Cambridge, que procurou os 12 pilares da inteligência humana para todas as nossas acções, e com a participação de centenas de milhares de pessoas. Estes 12 pilares correspondem a 12 provas distintas que requerem operações distintas do nosso cérebro...

interessante como ponto de partida para uma redefinição do actual paradigma...

A Escola como motor de desenvolvimento da Criatividade


A Escola poderá ser um espaço de desenvolvimento da criatividade da criança... proponho-vos a reflectir: as pessoas são criativas por natureza? devem escolher em que área são criativas? como a Escola pode apoiar o desenvolvimento da criatividade...

http://www.rtve.es/alacarta/videos/redes/redes-el-sistema-educativo-es-anacronico/1044110/

A realidade interna das nossas Crianças mudou... assim a realidade educacional precisa de mudar, ajustar-se... e encontrarmos um caminho comum entre a família, a escola e a sociedade... O filme ilustra, deixa espaço para reflectir.


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Consulta de Psicoterapia




Várias são as questões que se colocam quando do inicio de uma Psicoterapia, aqui ficam algumas...



Quando devo recorrer a uma consulta de aconselhamento?
Quando sente que as suas rotinas são afectadas por uma situação que lhe gera ansiedade e incapacidade de decisão.
Durante as crises que acompanham o ciclo de vida (adolescência, entrada na idade adulta, mudança ou perda de cargo profissional, doença de familiares, saída dos filhos de casa, menopausa, pré-reforma, etc), o recurso à ajuda profissional é uma opção.
Numa sessão - ou sessões pontuais - identificam-se as fontes de tensão e redefinem-se os recursos e estratégias pessoais disponíveis para lidar com a situação.
Quando recorrer a uma psicoterapia?
Quando as circunstâncias pessoais impedem que se viva o momento presente de forma disponível e mentalmente sã. Neste caso, é importante identificar crenças limitadoras, situações que não foram completamente resolvidas no passado e mecanismos de defesa que se revelam inadequados na situação actual.
Durante um periodo de sessões regulares e por via da relação terapêutica, é possível desenvolver competências interpessoais e formas de pensar e sentir mais ajustados aos objectivos de vida.
Quanto tempo dura uma psicoterapia?
Pode variar entre semanas e meses. Quando se atingem os resultados pretendidos - definidos na primeira sessão - a periodicidade semanal dá lugar a consultas de seguimento (follow-up) quinzenais ou mensais.
Quais as aplicações mais comuns da psicoterapia?

  • Desenvolvimento Pessoal
  • Relaxamento e Gestão do stress
  • Perturbações emocionais
  • Dor sem base orgânica e doenças crónicas
  • Problemas de relacionamento
  • Aconselhamento psicossexual
  • Fobias e ataques de pânico
  • Quadros depressivos e ansiosos

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Os nossos Filhos merecem Ser Felizes!

Violência em Contexto Escolar - Guia Para os Pais!

Bulling - Como se poderá definir este tipo de agressão?
A agressão que frequentente se encontra entre e contra os jovens poderá incluir, violência:
  • Fisica. Empurrar, bater, dar pontapés e todo um outro conjunto de maus tratos.
  • Verbal, chamar nomes, espalhar boatos, caluniar, palavrões.
  • Emocional, atormentar, ridicularizar, humilhar (1)
  • Racial, exclusão racial, graffiti, gestos
  • Sexual, Contacto fisico não desejado ou comentários abusivos.

(1) A Agressão emocional, pelo ridicularizar ou humilhar, é muito mais frequente que a violência fisica, e é também a mais dificil de escapar ou provar aos adultos. A violência prepétuada na criança poderá resultar a médio prazo em:

  • Depressão
  • Baixa auto-estima
  • Tristeza
  • Baixo rendimento escolar
  • Isolamento
  • Ameaça ou tentativa de suicídio

Possíveis sínais de ocorrência deste tipo de Agressão (Fisica/Emocional):
A criança pode indicar através do seu comportamento que ela está a ser vitima de agressão. Se o seu filho apresentar alguns destes sinais, a agressão poderá ser a responsável e poderá então querer saber se alguém tentou ou tem conseguido magoar o seu filho.

A criança poderá;

  • Ter medo de caminhar no percurso da escola
  • Mudar o seu percurso habitual, sem razão aparente
  • Não querer ir no autocarro / carrinha da escola
  • Pedir-lhe, sistematicamente, que a leve à escola.
  • Mostrar medo / pânico da escola
  • Sentir-se doente de manhã ao levantar, recorrentemente.
  • Diminuir o rendimento escolar.
  • Trazer com regularidade as roupas ou os livros danificados.
  • Regressar à casa esfomeado (o agressor levar-lhe o dinheiro do almoço).
  • Deixar de comer, manifestar ansiedade ou tensão nervosa.
  • Tentar ou ameaçar o suicídio.
  • Chorar no sono e/ou ter pesadelos.
  • Pedir ou tirar dinheiro de casa (para pagar ao agressor).
  • Frequentemente "perder" o dinheiro que leva para a escola.
  • Recusar-se a falar do que está errado.
  • Apresentar nódoas negras, arranhões ou esfoladelas não esperados.
  • Começar a exercer violência contra outras crianças mais pequenas.
  • Tornar-se agressivo sem motivo aparente .
  • Dar desculpas evasivas para qualquer dos acontecimentos relatados anteriormente.

Como poderei ajudar o(a) meu(a) filho(a) ?
Se está preocupado ou suspeita que o seu filho é vitima de agressores, pergunte-lhe directamente se isso está a acontecer. As crianças nestas situações muitas das vezes lutam contra a situação que lhe é penosa e a primeira reacção poderá ser a de negar o facto, dizendo que nada se passa de errado. Encoraje a criança dizendo que a quer ajudar e apoiar qualquer que seja o problema mas só o poderá fazer se tiver conhecimento do que se está a passar. Tome a sério o que a criança lhe diz e procure saber exactamente todos os factos e ocorrências. Não prometa manter a agressão em segredo mas assegure que a irá ajudar a sair deste problema. Se considera que o(a) seu(ua) filho(a) é uma eterna vitima de agressores, qualquer que seja o ambiente que a envolve, procure descubrir como é que ela reage aos outros. Talvez não saiba falar ou brincar com as outras crianças ? Ajude-a a desenvolver competências sociais brincando com ela (fazendo o papel da outra criança) e ajude a sua criança a encontrar respostas aceitáveis socialmente. Se descobrir que a criança é agredida pelos outros porque tem um hábito não aceitável socialmente (por exemplo de apertar o nariz aos outros) ajude-o a mudar esse comportamento.


Para mais informação contacte ana.paulico@netvisao.pt

Os nossos Filhos merecem ser Felizes!



(Guia prático para crianças em idade escolar)
Violência na Escola... Que sinais e que alternativas?

Quase todas as pessoas foram, em alguma ocasião da sua vivência, vitimas de actos violentos: pelos irmãos ou irmãs, pelos vizinhos, pelos adultos ou mesmo por outras crianças. Se alguém é sujeito a actos de violência, poderá sentir-se com medo, vulnerável e até mesmo isolado dos restantes. No entanto a melhor atitude a ter nestes casos é tentar sair desta situação de forma a que o agressor pare. Lembra-te sempre que ninguém merece ser vitima de violência. É surpreendente encontramos todo o tipo de adultos de sucesso que em criança foram vitimas de violência. É encorajador saber que é possível ter sucesso apesar de se ter sido atormentado na Escola. Pessoas como Phil Collins, Harrison Ford, Mel Gibson, Tom Cruise, Michelle Pfeiffer, Frank Bruno, e muitos outros, foram em crianças, vitimas de agressão na escola. Para alguns esta violência durou anos, para outros foi menos duradora e frequente. Todos sentem que a violência e a agressão são erradas e que a culpa não foi nunca deles, mas antes do agressor que procura a todo o custo uma vítima.

O que fazer se fores Vítima de um Agressor ?
Algumas escolas poderam já ter um método para lidar com os agressores, por exemplo, algumas escolas :
  • Têm linhas de orientação e procedimentos para lidar com este tipo de incidentes.
  • Encorajam a criança que é vitima ou assistiu a actos de violência contra outras crianças e contar aos adultos o que se passou.
  • Têm caixas de recados onde se deixam informações sobre agressores e vitimas de agressão.
  • Têm reuniões de estudantes ou até mesmo cursos onde problemas como estes são discutidos e aprendidas técnicas para se lidar com a situação.
  • Têm designados, especialmente para o efeito, estudantes ou professores que são orientados para ajudar.
O que fazer se És Vitima de Violência Física / Emocional na Escola?
Se a tua escola tem um sistema contra a agressão e a violência, recorre a ele para obter a ajuda necessária. Se não tens conhecimento exacto de como funciona, pede ajuda aos professores que te encaminham para os centros de ajuda. No entanto, grande parte das escolas ainda não têm um sistema montado de apoio e nesse caso, poderás sempre pedir ajuda ou criar um sistema de defesa contra o agressor, assim:

  • Conta a um amigo o que te está a acontecer. Pede-lhe ajuda. Torna-se mais difícil para o agressor apanhar-te se estiveres com um amigo que te poderá ajudar.
  • Tenta ignorar o que o agressor diz ou responde firmemente "Não!", depois volta-lhe as costas e afasta-te o mais possível.
  • Não te preocupes que os outros pensem que estás a fugir. Lembra-te que se torna muito díficil para alguém agredir verbalmente outro que não parou para o ouvir.
  • Tenta não demonstrar que estás aborrecido ou zangado. Os agressores adoram obter uma reacção emocional - é "divertido". Se conseguires manter a calma e esconderes as tuas emoções, eles poderão aborrecer-se e deixar-te em paz. Houve alguém que disse: "Eles não podem agredir-me se eu não ligar".
  • Não respondas violentamente às provocações, se o puderes evitar. Muitos agressores são mais forte que tu. Se responderes de volta poderás piorar a situação, ficar magoado ou ser acusado de ter começado o problema.
  • Não vale a pena ficar magoado para ficar com o dinheiro ou os haveres. Se te sentires ameaçado, dá ao agressor aquilo que ele quer. Os bens poderão ser substituídos, tu não.
  • Tenta responder às ameaças com respostas prontas e com graça. As respostas não precisam de ser brilhantes ou inteligentes mas ajuda ter uma resposta pronta. Pratica em casa frente ao espelho. Usar respostas previamente preparadas funciona bem se o agressor não é demasiado assustador e queremos afastá-lo rapidamente. Este poderá decidir que és demasiado esperto para implicar contigo.
  • Tenta evitar andar em locais isolados onde sabes que os agressores te poderão apanhar. Isso poderá implicar que terás que mudar o percurso para casa, evitar partes do recreio, ou utilizar locais onde existem outras pessoas, ou crianças. Não é justo que tenhas que actuar desta forma, mas poderá ser uma forma de afastar os agressores.
  • Ás vezes pedir ao agressor para repetir o que acabou de dizer poderá afastá-lo para longe. Frequentemente o agressor não é suficientemente corajoso para repetir a ameaça no mesmo tom. Se ele repetir, terás conseguido que ele fizesse alg que não estava nos seu planos fazer, deixando-te algum controlo sobre a situação.
  • Mantem um diário escrito de tudo o que se passa. Escreve todos os detalhes dos acidentes e os teus sentimentos. Se decidires contar a alguém, um registo escrito das agressões torna mais fácil provar o que se tem passado.

A Quem Podes Contar ?
Normalmente é díficil afastar o agressor com as tuas próprias intervenções ou com a ajuda de amigos. Assim sendo, deverás pensar seriamente em contar a um adulto, é provavelmente a única maneira de fazer parar o agressor. Se precisares de ajuda não fiques embaraçado em falar. Todos precisamos de ajuda algum dia e pedir ajuda para fazer parar uma agressão não significa que és fraco ou falhado. Falar sobre uma agressão não é "contar histórias" ou "piadas". Tens todo o direito de te sentires seguro de ataques ou violência e não deves ficar calado quando te magoam ou assutam. Muitas vezes, as pessoas não falam das agressões porque têm medo que o agressor descubra e a situação possa vir a piorar. É um medo natural mas as escolas podem fazer parar o agressor sem que este saiba quem contou o sucedido, especialmente se existirem várias vitimas, como é frequente. Mesmo que o agressor descubra, é melhor que os acontecimentos sejam revelados para que se possa encontrar uma solução.

Para mais informações, contactar ana.paulico@netvisao.pt

O meu Filho não larga a Chucha!

A sucção é um acto instintivo na criança. Mesmo dentro da barriga da mãe, o bebé já "chucha" no dedo. Chuchar é um comportamento que oferece conforto e segurança à criança e assim deve ser encarado como fazendo parte do seu desenvolvimento emocional normal. A maioria das crianças abandona, espontaneamente, a chupeta por volta do primeiro ou segundo ano de vida. Aos 2-3 anos, a maioria dos pais acha que o filho, que corre e fala com certa fluência, é já "demasiado crescido" para continuar a usar a chupeta. No entanto, por vezes a criança revela-se ainda muito imatura do ponto de vista emocional, podendo continuar a chuchar durante mais tempo, sem que isso constitua um problema.
Por outro lado, é importante termos presente que, a chupeta não pode substituir o carinho dos pais e, como tal, não deve ser dada sempre que a criança chora. Opte antes por segurá-la ao colo e dar-lhe atenção. A criança aprende assim outras formas de auto-controlo, sem ter que recorrer a um objecto externo. Outra grande preocupação dos pais é a dentição. Chuchar intermitente até à erupção da dentição definitiva, segundo os especialistas, não prejudicará os dentes do seu filho. A maioria dos autores entende que se deve desencorajar o uso da chupeta a partir dos 2 anos de idade, uma vez que faz parte do seu processo de maturação psicológica. No entanto, sabemos que o uso da chupeta será um hábito muito difícil de abandonar, pelo que é necessário apoiar a criança no momento de o fazer. Poderá assim servir-se de alguns truques para a ajudar:
  • Não force, nem use métodos drásticos (como a colocação de substâncias amargas na chupeta);
  • Evite censurar ou fazer comentários negativos, a auto-estima constrói-se com reforço positivo;
  • Comece a restringir o seu uso: proponha-lhe colocar a chucha num determinado lugar e só a usar quando for muito necessário (quando estiver mais triste, doente ou assustada); Limitando a sua utilização, reduz também a sua dependência.
  • Tente dirigir a atenção do seu filho para outras actividades, sublinhando que estas já são "coisas de gente crescida"; Recorra ao reforço positivo.
  • Negoceie: troque a chucha por outro brinquedo que a criança deseje. Contudo, não faça desta atitude um hábito, porque a criança aperceber-se-á do poder da chucha e irá usá-lo para conseguir satisfazer as suas vontades;
  • Marque uma data com a criança, por exemplo, o seu aniversário, para abandonar a chucha, mostrando que já é "mais crescida";
  • Mostre-lhe que as pessoas que admira (o irmão mais velho, por exemplo) não usam chupeta;
  • Felicite a criança pelos progressos adquiridos e recompense-a com uma dose de mimos e brincadeiras;
  • Tente compreender em que situações a criança necessita mais da chucha para, nesses momentos, lhe dar mais atenção e carinho. Segure-a no colo e distraia-a;
  • Se a sua criança utiliza a chucha para adormecer, perca algum tempo com ela nesta altura, lendo-lhe um livro, conversando ou contando-lhe uma história.


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Psicoterapia e Desenvolvimento Pessoal

A Psicoterapia de Apoio, pela sua definição, poderá ser recomendada a todas as pessoas. Por natureza surge como um pedido de auxilio, numa situação de crise. Mas pode e deve ser, cada vez mais encarada como uma ferramenta de descoberta pessoal. Neste sentido, a psicoterapia permite-nos um auto-conhecimento profundo do modo como funcionamos e a descoberta das ferramentas necessárias para o nosso bem-estar, na procura da saúde mental.

Áreas de Intervenção:
Psicoterapia individual da Criança, Adolescente e Adulto e Idoso, nas diversas problemáticas associadas.
Psicoterapia de Desenvolvimento Pessoal, na descoberta do Ser.
Avaliação Psicológica

Contactos Profissionais:
Telem: 919 017 280
email:
anapaulico@gmail.com